Este artigo destina-se a situar a proposta do blog, incluindo o marco ético e os limites da exposição de situações vividas por outras pessoas. Pacientes terão seus direitos à privacidade e à diginidade de sua própria história. Para alguns pacientes, será um complemento à atividade terapêutica, trazendo algo do potencial da psicoterapia de grupo sem o elemento de exposição direta nesses casos. Todos os casos relatados aqui também terão autorização prévia dos protagonistas, que sob NENHUMA hipótese terão seus nomes reais revelados.

A psicoterapia é um tipo de interação humana que visa a melhoria da qualidade de vida de um dos membros da interação, o paciente. Este pelo menos é seu objetivo prioritário. Como benefício colateral, porém, o terapeuta também se modifica e melhora como indivíduo e como profissional.
Este blog visa explorar as possibilidades da psicoterapia relacional e seus impactos sobre a vida de pacientes e deste que vos fala.
A alma humana (psique) é um fenômeno intrincado e complexo. Uma forma de compreendê-lo é analisar os impactos dos estímulos ambientais em seu condicionamento, em uma perspectiva puramente comportamental. Esta é uma abordagem bem mais abrangente do que os preconceitos dos profissionais da área de humanas imaginam. Usaremos largamente aqui os conceitos da Análise do Comportamento, esclarecendo os termos quando necessário. Não nos limitaremos, porém, a eles.
A psicoterapia é uma atividade muito rica, e o conhecimento em análise do comportamento, psicologia, antropologia, filosofia, sociologia, são essenciais para uma compreensão mais integral do fenômeno humano.
Para os puristas, os uso do termo “alma” sofreria diversas restrições. A eles limito-me a dizer que esta não é uma abordagem científica da psicoterapia. É apenas uma tentativa de comunicar-me com leigos e outros profissionais que podem ou não estar familiarizados com a Análise do Comportamento ou mesmo a psicologia, para entenderem ou sentirem-se confortáveis com uma abordagem estritamente cientificista.
Assim, usamos uma linguagem culta, mas não nos referimos ao jargão técnico sem explicar do que falamos.
A psicoterapia é uma atividade que deve buscar suporte principalmente nas ciências que mencionei, embora outras, exatas, sejam também muito importantes, como a física e a ciência da computação, além, obviamente, das ciências biomédicas. No decorrer da existência deste blog terei a oportunidade de justificar estas minhas afirmativas.
Assim, este é um espaço para bate-papo sobre a psicoterapia. Não existem dúvidas idiotas, fique à vontade para ler os artigos e comentá-los, bem como fazer perguntas. Só peço que não seja muito agressivo nos comentários, o que não significa acrítico. Critique à vontade, mas respeite os limites do bom senso e as boas maneiras on-line. Se quiser usá-los em sala de aula ou grupo de estudos, só peço que cite o autor, no mais puro espírito OpenSource.

Uma resposta to “Sobre Diário de um psicoterapeuta”

  1. mirianne Diz:

    Já o havia visitado antes e gostei muito! Vou voltando pra visitar mais vezes.
    Abraço e obrigada por suas contribuições!

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