Você é um intelectual. Quer seja idealista ou realista, deriva seu senso de auto-valorização do poder do seu intelecto, da sua capacidade de definir, ou mesmo de descrever as coisas.
Ou então você é um “knowledge worker” da era da informação, o cara que cria padrões de design, ou de funcionalidade para produtos e serviços da sua empresa.
Saindo da sua própria era da indestrutibilidade imaginada, dos vinte aos trinta, você se percebe subitamente com a) um câncer. b) um transtorno mental como depressão, ou pânico, ou agorafobia, ou outro transtorno de ansiedade.
O médico recomenda repouso, ou, dependendo do caso, preparar-se e despedir-se. Na maioria das vezes, algum medicamento. No caso de um colapso nervoso, certamente uma droga psicoativa. Está trabalhando demais, certo? Precisa diminuir as atividades, certo?
Segundo o Dr. Jonh J. Ratey, psiquiatra e professor de psiquiatria da Harvard Medical School, não necessariamente, ou pelo menos, não apenas.
Você pode estar precisando de *exercício*.
“O quê? mais atividade?” poderia dizer.
Citando estudos que desde a década de 1990 têm demonstrado a correlação clínica de exercícios moderados e regulares com o bem estar físico e psíquico, o Dr. Ratey expõe sua tese de que os exercícios físicos podem desde diminuir, até eliminar a necessidade de consumo de drogas psicoativas.
Segundo ele, exercitar-se equivale a equipar o corpo com uma máquina de endorfinas, neurotransmissores e outras substâncias que têm potencial para reequilibrar os desequilíbrios químicos causados pela falta de estresse.
O exercício, afirma ele, funciona como um inoculador de estresse no sistema, que “vacinaria” o organismo contra os desafios ambientais, e não apenas os desafios físicos.
Cita inclusive o caso de um psiquiatra que conseguiu curar-se do câncer através de suas maratonas.
Claro que ele não diz que caminhar cura o câncer, mas, em todo caso, nessa ocasião específica, em que pesem outros fatores que não foram mapeados, o sujeito ficou completamente curado.
Um bálsamo para sujeitos que trabalham com a cabeça e torcem o nariz para os “ratos de academia”: O livro proporciona uma série de motivos bastante convincentes para não termos que escolher entre ter “um abdome sarado” e um cérebro ativo.
Muito bacana. Recomendo.
Estou “lendo” a versão em audiobook, comprada na audible. Existe também uma versão para Kindle, mas acredito que ainda não exista uma versão em português. Eu, pelo menos, não conheço. Caso haja, e você saiba, comenta aí embaixo…
março 27, 2010
Estou lendo: “Spark: The Revolutionary New Science of Exercise and the Brain”
Posted by Alexandre Costa e Silva under Dicas | Tags: Estou Lendo, Recomendo |Leave a Comment